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	<title>Artigos &#8211; GBC Brasil</title>
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	<description>Construindo um futuro sustentável</description>
	<lastBuildDate>Tue, 18 Aug 2026 18:46:39 +0000</lastBuildDate>
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		<title>LEED v5: os recursos que sua equipe precisa conhecer antes de começar o projeto</title>
		<link>https://www.gbcbrasil.org.br/leed-v5-os-recursos-que-sua-equipe-precisa-conhecer-antes-de-comecar-o-projeto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 15:27:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque na página Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[O LEED v5 já é o padrão recomendado pelo USGBC para novos projetos, e é onde a entidade está concentrando investimento em ferramentas e educação. A proposta da versão vai além de certificar edifícios de alto desempenho hoje: é um arcabouço para levar o setor a um ambiente construído resiliente, saudável e de carbono quase [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="3:1-3:448;83-530">O LEED v5 já é o padrão recomendado pelo USGBC para novos projetos, e é onde a entidade está concentrando investimento em ferramentas e educação. A proposta da versão vai além de certificar edifícios de alto desempenho hoje: é um arcabouço para levar o setor a um ambiente construído resiliente, saudável e de carbono quase zero, preservando a base do sistema de certificação verde mais usado do mundo e acrescentando estratégias de maior impacto.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="5:1-5:304;532-835">Para quem está começando um projeto agora, o recado mais importante é simples: planeje cedo. Familiarizar-se com os recursos disponíveis desde o primeiro dia reduz incerteza, torna a documentação mais fluida e melhora a qualidade das decisões de projeto. Abaixo, um roteiro dos recursos disponíveis.</p>
<h3 class="mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold" dir="ltr" data-sourcepos="7:1-7:42;837-878">1. Registro: gerencie o projeto no Arc</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="9:1-9:286;880-1165">Projetos LEED v5 registram dados e submetem a documentação de certificação na plataforma Arc. Os primeiros passos são configurar o projeto, confirmar qual sistema de classificação (<em>rating system</em>) se aplica ao caso e convidar os integrantes da equipe para colaborar na plataforma.</p>
<h3 class="mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold" dir="ltr" data-sourcepos="11:1-11:70;1167-1236">2. Preparação: use os guias de referência para reduzir ambiguidade</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="13:1-13:441;1238-1678">Equipes avançam mais rápido quando os requisitos são interpretados de forma consistente e as expectativas de documentação estão claras desde o início. Além dos documentos gratuitos dos sistemas de classificação e dos <em>dual-view scorecards</em>, os guias de referência do LEED v5 trazem orientação detalhada, exemplos e esclarecimentos que ajudam a converter a intenção de cada crédito em ações concretas de projeto e em comprovações aceitáveis.</p>
<h3 class="mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold" dir="ltr" data-sourcepos="15:1-15:72;1680-1751">3. Edifícios existentes: ferramentas gratuitas para definir o escopo</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="17:1-17:295;1753-2047">Para equipes que buscam a certificação <strong>LEED O+M</strong> (Operações e Manutenção), definir o escopo cedo costuma ser o que separa uma certificação tranquila de uma recalibração custosa em fase avançada. Três recursos ajudam a estabelecer a linha de base e desenhar um caminho de certificação viável:</p>
<ul class="[li_&amp;]:mb-0 [li_&amp;]:mt-1 [li_&amp;]:gap-1 [&amp;:not(:last-child)_ul]:pb-1 [&amp;:not(:last-child)_ol]:pb-1 list-disc flex flex-col gap-1 pl-8 mb-3 print:block print:space-y-1" dir="ltr" data-sourcepos="19:1-21:94;2049-2383">
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2" data-sourcepos="19:1-19:105;2049-2153"><strong>Scorecard builder do LEED v5 O+M</strong> — avaliação rápida do desempenho esperado dentro do novo sistema.</li>
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2" data-sourcepos="20:1-20:136;2154-2289"><strong>Guia e workbook de descarbonização estratégica</strong> — estratégias práticas para reduções profundas de carbono em edifícios existentes.</li>
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2" data-sourcepos="21:1-21:94;2290-2383"><strong>Orientação de recertificação</strong> — como converter projetos LEED antigos para o LEED v5 O+M.</li>
</ul>
<h3 class="mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold" dir="ltr" data-sourcepos="23:1-23:60;2385-2444">4. Documentação: as calculadoras fazem o trabalho pesado</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="25:1-25:332;2446-2777">O USGBC disponibiliza dezenas de calculadoras na <em>credit library</em> para documentar o progresso com segurança. Elas ficam sob a seção &#8220;Resources and tips&#8221; dentro de cada crédito aplicável. Quem usa os guias de referência também acessa calculadoras de exemplo, preenchidas com dados de amostra que demonstram resultados bem-sucedidos.</p>
<h3 class="mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold" dir="ltr" data-sourcepos="27:1-27:69;2779-2847">5. Foco: incorpore os créditos de Project Priority desde o início</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="29:1-29:309;2849-3157">Os créditos de <strong>Project Priority</strong> existem para que a equipe concentre esforço nas estratégias que melhor dialogam com as prioridades e as limitações locais do projeto. A lista está sendo ampliada na <em>credit library</em>, permitindo um planejamento mais afinado com o contexto específico de cada empreendimento.</p>
<h3 class="mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold" dir="ltr" data-sourcepos="31:1-31:60;3159-3218">6. Suporte: canais de ajuda para não travar o cronograma</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="33:1-33:261;3220-3480">Dúvidas de processo e questões de interpretação técnica são inevitáveis — e resolvê-las rápido protege prazo e orçamento. USGBC e GBCI mantêm o <strong>Help Center</strong>, para as perguntas mais frequentes, e atendimento direto ao cliente para consultas mais específicas.</p>
<h3 class="mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold" dir="ltr" data-sourcepos="35:1-35:49;3482-3530">7. Capacitação: conquiste uma credencial LEED</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="37:1-37:397;3532-3928">As credenciais profissionais LEED já serviram a mais de <strong>220 mil profissionais</strong> como caminho direto para qualificação, demonstração de expertise e consistência na entrega de projetos. Os exames estão migrando para o conteúdo do LEED v5, acompanhando a transição do mercado para o novo sistema. Quem ainda não tem credencial tem aqui um bom momento para começar a estudar já pelo material do v5.</p>
<h3 class="mt-3 -mb-1 text-[1.125rem] font-bold" dir="ltr" data-sourcepos="39:1-39:46;3930-3975">Seu caminho no LEED: v5 e as outras opções</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="41:1-41:309;3977-4285">O USGBC reconhece que navegar restrições de cadeia de suprimentos, prazos de financiamento e mudanças regulatórias no mercado atual não é trivial. Para apoiar as equipes afetadas, <strong>o prazo de registro de projetos comerciais em LEED v4 e v4.1 foi prorrogado de 30 de junho de 2026 para 30 de junho de 2027</strong>.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="43:1-43:318;4287-4604">A prorrogação não altera os esforços de adoção do LEED v5 nem a transição planejada do conteúdo dos exames de credenciamento para o v5. Independentemente do ponto de partida do seu projeto, vale explorar as ferramentas do v5 e buscar orientação especializada — novos recursos continuam sendo lançados ao longo do ano.</p>
<hr class="border-border-200 border-t-0.5 my-3 mx-1.5" />
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="47:1-47:314;4611-4924"><em>Conteúdo elaborado a partir de informações publicadas pelo U.S. Green Building Council. Para o artigo original, em inglês, veja &#8220;<a class="underline underline underline-offset-2 decoration-1 decoration-current/40 hover:decoration-current focus:decoration-current" href="https://www.usgbc.org/articles/your-guide-leed-v5-creating-today-s-high-performance-buildings">Your guide to LEED v5: Creating today&#8217;s high-performance buildings</a>&#8221; no site do USGBC.</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Laudos Técnicos: Engenharia Diagnóstica como Pilar de Segurança, Eficiência e Governança em Shopping Centers</title>
		<link>https://www.gbcbrasil.org.br/laudos-tecnicos-engenharia-diagnostica-como-pilar-de-seguranca-eficiencia-e-governanca-em-shopping-centers/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 09:50:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[Os shopping centers modernos são verdadeiros ecossistemas urbanos. Sob o fluxo constante de milhares de visitantes diários, opera uma infraestrutura de altíssima complexidade técnica. Manter a engrenagem desses complexos comerciais funcionando sem interrupções exige uma gestão que vai muito além da manutenção estética e visual: demanda um controle rigoroso sobre a integridade e a performance [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="dframe-pane dframe-pane-primary min-w-0 relative flex flex-col" role="region" aria-label="Painel principal" data-row="0" data-pos="0:0">
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<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="1:1-1:420;0-419">Os shopping centers modernos são verdadeiros ecossistemas urbanos. Sob o fluxo constante de milhares de visitantes diários, opera uma infraestrutura de altíssima complexidade técnica. Manter a engrenagem desses complexos comerciais funcionando sem interrupções exige uma gestão que vai muito além da manutenção estética e visual: demanda um controle rigoroso sobre a integridade e a performance de seus sistemas vitais.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="3:1-3:260;421-680">Nesse cenário, os laudos técnicos de engenharia deixam de ser encarados apenas como obrigações burocráticas e passam a ser reconhecidos como ferramentas indispensáveis de governança corporativa, gestão de ativos e mitigação de riscos operacionais e jurídicos.</p>
<h3 class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="5:1-5:68;682-749">O Papel da Engenharia Diagnóstica na Preservação de Empreendimentos</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="7:1-7:226;751-976">Diferente das rotinas de manutenção preventiva tradicionais, a engenharia diagnóstica atua por meio de análises periciais aprofundadas. Um laudo técnico robusto é o resultado de um processo metodológico rigoroso, que envolve:</p>
<ul class="[li_&amp;]:mb-0 [li_&amp;]:mt-1 [li_&amp;]:gap-1 [&amp;:not(:last-child)_ul]:pb-1 [&amp;:not(:last-child)_ol]:pb-1 list-disc flex flex-col gap-1 pl-8 mb-3 print:block print:space-y-1" dir="ltr" data-sourcepos="9:1-13:148;978-1383">
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2" data-sourcepos="9:1-9:123;978-1100"><strong>Inspeções Visuais Especializadas:</strong> Identificação de sintomas iniciais de anomalias que passam despercebidos no dia a dia.</li>
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2" data-sourcepos="11:1-11:133;1102-1234"><strong>Ensaios e Testes Específicos:</strong> Emprego de instrumentação de alta precisão, devidamente calibrada e com rastreabilidade metrológica.</li>
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2" data-sourcepos="13:1-13:148;1236-1383"><strong>Análise Normativa:</strong> Confronto dos dados obtidos em campo com os requisitos estipulados pelas normas técnicas nacionais e regulamentações vigentes.</li>
</ul>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="15:1-15:425;1385-1809">O documento consolidado traz uma radiografia imparcial do estado do empreendimento. Ele quantifica o nível de degradação dos sistemas, mapeia riscos de falhas críticas e aponta as correções prioritárias. Para a administração, isso significa substituir uma gestão predominantemente reativa por uma gestão baseada em evidências, apoiando a manutenção baseada em condição, o planejamento das intervenções e a tomada de decisão.</p>
<h3 class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="17:1-17:58;1811-1868">A Complexidade Sistêmica: Principais Escopos de Avaliação</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="19:1-19:230;1870-2099">A infraestrutura de um shopping center é interdependente. Uma falha em um subsistema pode gerar um efeito cascata que compromete toda a operação. Por isso, os laudos técnicos costumam abranger um amplo espectro de especialidades:</p>
<ol class="[li_&amp;]:mb-0 [li_&amp;]:mt-1 [li_&amp;]:gap-1 [&amp;:not(:last-child)_ul]:pb-1 [&amp;:not(:last-child)_ol]:pb-1 list-decimal flex flex-col gap-1 pl-8 mb-3 print:block print:space-y-1" dir="ltr" data-sourcepos="21:1-21:45;2101-2145">
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2" data-sourcepos="21:1-21:45;2101-2145"><strong>Sistemas Elétricos e Qualidade de Energia</strong></li>
</ol>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="23:1-23:258;2147-2404">Subestações, painéis de distribuição e grupos geradores operam sob alta demanda. A análise termográfica e os estudos de qualidade de energia previnem curtos-circuitos, desequilíbrios de fase e o desperdício de eletricidade causado por distorções harmônicas.</p>
<ol class="[li_&amp;]:mb-0 [li_&amp;]:mt-1 [li_&amp;]:gap-1 [&amp;:not(:last-child)_ul]:pb-1 [&amp;:not(:last-child)_ol]:pb-1 list-decimal flex flex-col gap-1 pl-8 mb-3 print:block print:space-y-1" dir="ltr" start="2" data-sourcepos="25:1-25:23;2406-2428">
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2" data-sourcepos="25:1-25:23;2406-2428"><strong>Estruturas Prediais</strong></li>
</ol>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="27:1-27:245;2430-2674">Sujeitas a constantes movimentações de carga, vibrações e ações climáticas, as estruturas de concreto armado ou metálicas precisam de monitoramento contínuo para detecção de fissuras de recalque, carbonatação ou oxidação prematura de armaduras.</p>
<ol class="[li_&amp;]:mb-0 [li_&amp;]:mt-1 [li_&amp;]:gap-1 [&amp;:not(:last-child)_ul]:pb-1 [&amp;:not(:last-child)_ol]:pb-1 list-decimal flex flex-col gap-1 pl-8 mb-3 print:block print:space-y-1" dir="ltr" start="3" data-sourcepos="29:1-29:56;2676-2731">
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2" data-sourcepos="29:1-29:56;2676-2731"><strong>Ar-Condicionado, Climatização e Exaustão de Cozinhas</strong></li>
</ol>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="31:1-31:405;2733-3137">Centrais de Água Gelada (Chillers) e sistemas de exaustão exigem avaliações de desempenho operacional, eficiência energética, vazão, renovação de ar e qualidade do ar interior, contribuindo para a confiabilidade e eficiência dos sistemas. Nas praças de alimentação, o sistema de exaustão requer atenção redobrada para evitar o acúmulo de gordura nos dutos, um dos principais fatores de risco de incêndio.</p>
<ol class="[li_&amp;]:mb-0 [li_&amp;]:mt-1 [li_&amp;]:gap-1 [&amp;:not(:last-child)_ul]:pb-1 [&amp;:not(:last-child)_ol]:pb-1 list-decimal flex flex-col gap-1 pl-8 mb-3 print:block print:space-y-1" dir="ltr" start="4" data-sourcepos="33:1-33:64;3139-3202">
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2" data-sourcepos="33:1-33:64;3139-3202"><strong>Sistemas de Combate a Incêndio (SDCI) e Estanqueidade de Gás</strong></li>
</ol>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="35:1-35:264;3204-3467">A certificação das redes de hidrantes, sprinklers, sistemas de detecção de fumaça e os testes de estanqueidade nas redes de gás liquefeito de petróleo (GLP) ou gás natural são cruciais para garantir o funcionamento dos sistemas de emergência e a segurança à vida.</p>
<ol class="[li_&amp;]:mb-0 [li_&amp;]:mt-1 [li_&amp;]:gap-1 [&amp;:not(:last-child)_ul]:pb-1 [&amp;:not(:last-child)_ol]:pb-1 list-decimal flex flex-col gap-1 pl-8 mb-3 print:block print:space-y-1" dir="ltr" start="5" data-sourcepos="37:1-37:55;3469-3523">
<li class="font-claude-response-body whitespace-normal break-words pl-2" data-sourcepos="37:1-37:55;3469-3523"><strong>Transporte Vertical (Elevadores e Escadas Rolantes)</strong></li>
</ol>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="39:1-39:257;3525-3781">O tráfego de passageiros exige laudos periódicos de conformidade mecânica e eletrônica, assegurando que os dispositivos de segurança atuem em conformidade com as normas técnicas e os requisitos regulamentares aplicáveis aos sistemas de transporte vertical.</p>
<h3 class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="41:1-41:53;3783-3835">O Impacto Financeiro e a Reputação do Empreendimento</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="43:1-43:160;3837-3996">A decisão estratégica de manter uma rotina periódica de laudos técnicos reflete-se diretamente em três indicadores fundamentais de um grande ativo imobiliário:</p>
<h3 class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="45:1-45:64;3998-4061">Planejamento Eficiente de Investimentos e Custos (CAPEX e OPEX)</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="47:1-47:244;4063-4306">Ao diagnosticar anomalias em estágio inicial, o gestor consegue planejar de forma mais eficiente investimentos e despesas operacionais, reduzindo intervenções emergenciais, normalmente mais onerosas e com maior impacto na operação do shopping.</p>
<h3 class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="49:1-49:38;4308-4345">Suporte Técnico-Jurídico e Governança</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="51:1-51:274;4347-4620">A documentação técnica emitida por profissionais legalmente habilitados (com recolhimento de ART) fortalece a gestão documental e fornece importante suporte técnico em processos junto a seguradoras, Corpo de Bombeiros, órgãos fiscalizadores e demais instâncias competentes.</p>
<h3 class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="53:1-53:50;4622-4671">Confiabilidade do Ativo e Valorização Patrimonial</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="55:1-55:215;4673-4887">Empreendimentos com histórico consistente de inspeções e laudos técnicos tendem a transmitir maior confiabilidade aos investidores, favorecendo processos de due diligence, a gestão dos ativos e a tomada de decisão.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="57:1-57:172;4889-5060">A infraestrutura técnica de um shopping center é o alicerce invisível que sustenta a experiência do cliente, o faturamento dos lojistas e a rentabilidade dos investidores.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="59:1-59:372;5062-5433">A engenharia diagnóstica, por meio da emissão sistemática de laudos técnicos, fornece a clareza e a previsibilidade necessárias para conduzir operações complexas com suporte técnico-jurídico, máxima eficiência energética e responsabilidade coletiva, garantindo que o empreendimento continue operando de forma sustentável e resiliente ao longo de todo o seu ciclo de vida.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr" data-sourcepos="61:1-61:118;5435-5552"><em>__<br />
Por Prof. Dr. Eng.º Mecânico Flávio Fernandes, via BGF Consultoria em Engenharia Ltda., empresa membro do GBC Brasil.</em></p>
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		<item>
		<title>Paisagismo sustentável no Parque Global: o verde que precisa funcionar</title>
		<link>https://www.gbcbrasil.org.br/paisagismo-sustentavel-no-parque-global-o-verde-que-precisa-funcionar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GBC Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2026 09:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[Espécies nativas, irrigação planejada e integração entre disciplinas mostram que a presença do verde só se sustenta quando o projeto considera biodiversidade, água e operação desde o início. Nem todo jardim é sustentável. A presença de plantas pode valorizar um empreendimento, amenizar a paisagem construída e tornar os espaços mais agradáveis. Mas, sozinha, não garante [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Espécies nativas, irrigação planejada e integração entre disciplinas mostram que a presença do verde só se sustenta quando o projeto considera biodiversidade, água e operação desde o início.</strong></p>
<p>Nem todo jardim é sustentável. A presença de plantas pode valorizar um empreendimento, amenizar a paisagem construída e tornar os espaços mais agradáveis. Mas, sozinha, não garante eficiência no uso da água, contribuição para a biodiversidade ou condições para que a vegetação permaneça saudável ao longo dos anos.</p>
<blockquote><p>“O mercado de paisagismo no Brasil é principalmente decoração. Nada contra a decoração, mas ela é só uma das camadas do paisagismo sustentável”, afirma o paisagista Ricardo Cardim.</p></blockquote>
<p>Essa diferença orientou uma sessão da Greenbuilding Brasil sobre o Parque Global, complexo de grande escala implantado na região da Marginal Pinheiros, em São Paulo. Cardim participou da conversa ao lado de Fernando Haddad, da Rain Bird, e Danny Braz, da Regatec. O sessão mostrou que projetos paisagísticos dessa dimensão dependem de uma combinação pouco visível para quem percorre os jardins: conhecimento ecológico, engenharia, automação e planejamento operacional.</p>
<p>No Parque Global, o paisagismo reúne áreas extensas, diferentes níveis das edificações e floreiras instaladas até nos andares mais altos das torres. Cada uma dessas situações está exposta a condições próprias de incidência solar, vento, sombra, umidade, profundidade do solo e disponibilidade de água.</p>
<p>Não existe, portanto, um único jardim. Existem diversos microclimas dentro do mesmo empreendimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O verde precisa entrar no começo do projeto</h3>
<p>Durante muito tempo, o paisagismo foi uma das últimas disciplinas a chegar ao desenho de um edifício. Recebia as áreas restantes, muitas vezes com pouca profundidade de solo, limitações para o plantio de árvores e dificuldades para acomodar redes de irrigação.</p>
<p>Esse modelo começa a mudar. Empreendimentos com vegetação mais densa exigem que arquitetura, paisagismo, instalações e operação conversem desde as primeiras definições. Caso contrário, as escolhas feitas em uma etapa podem inviabilizar ou encarecer as soluções necessárias mais adiante.</p>
<blockquote><p>“O sucesso de projetos dessa dimensão só é possível quando a irrigação de paisagismo é tratada como projeto desde a sua concepção, da mesma forma que os projetos elétricos e hidráulicos”, observa Fernando Haddad.</p></blockquote>
<p>No Parque Global, essa integração foi necessária para atender jardins distribuídos entre torres, áreas comuns e floreiras em diferentes alturas. O projeto de irrigação precisou acompanhar a escolha das espécies e as condições particulares de cada ambiente.</p>
<p>Uma área exposta ao vento perde umidade de forma diferente de um jardim sombreado. Plantas com origens distintas também apresentam necessidades hídricas próprias. O tipo de solo, sua profundidade e a incidência de sol alteram novamente a equação.</p>
<p>Irrigar, nesse contexto, não é simplesmente conduzir água até um canteiro. É compreender essas diferenças e evitar que todo o paisagismo receba o mesmo tratamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Uma infraestrutura feita para não aparecer</h3>
<p>Em um jardim bem resolvido, as plantas são protagonistas. Tubulações, válvulas, bombas, sensores, aspersores e controladores devem permanecer discretos. Isso não significa que sejam secundários.</p>
<p>A infraestrutura de irrigação é uma das condições para que a paisagem projetada sobreviva à inauguração. Sua função é fornecer água com regularidade e precisão, sem interferir na experiência dos usuários e sem produzir desperdícios que poderiam ser evitados.</p>
<blockquote><p>“Quando se fala de irrigação de paisagens, as pessoas pensam em jogar água em um canteiro ou em um vaso. Em um projeto com a escala de uma cidade, os desafios são outros”, afirma Haddad.</p></blockquote>
<p>Esses desafios incluem as variações de microclima, a incidência solar, o vento, as áreas de sombra, os diferentes tipos de solo e as características das espécies escolhidas pelo paisagismo. A divisão do empreendimento em setores permite definir tempos e volumes de irrigação mais adequados para cada situação.</p>
<p>Sensores, aspersores de precisão e controladores automáticos ajudam a entregar “a quantidade de água certa no local certo, no momento certo”, segundo Haddad. O objetivo não é substituir o conhecimento de paisagistas, projetistas e operadores, mas transformar esse conhecimento em comandos mais precisos.</p>
<p>Automatizar um sistema mal dimensionado não resolve o problema. Pode apenas tornar o desperdício mais constante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Tecnologia a serviço da operação</h3>
<p>O teste de um projeto paisagístico começa depois da entrega. As plantas crescem, as condições climáticas variam, os equipamentos se desgastam e as equipes responsáveis pela manutenção mudam. O jardim precisa responder a todas essas transformações.</p>
<p>No Parque Global, o sistema de controle acompanha dados climáticos e permite ajustar os períodos de irrigação conforme as mudanças de temperatura. O monitoramento remoto também ajuda a identificar falhas em pontos que não seriam facilmente inspecionados todos os dias.</p>
<p>Danny Braz dá um exemplo concreto: uma floreira localizada no 40º andar pode deixar de receber água ou apresentar um vazamento sem que o problema seja imediatamente percebido no térreo.</p>
<p>“Se no 40º andar existe uma floreira que não está sendo irrigada ou apresenta algum problema, eu consigo saber disso remotamente”, explica.</p>
<p>A informação reduz o tempo entre a falha e a intervenção. Também permite que a equipe de manutenção chegue ao local sabendo melhor o que deve procurar.</p>
<p>Essa capacidade é especialmente importante em grandes empreendimentos. Quanto maior a área verde e mais complexa sua distribuição, mais difícil se torna depender apenas de rondas presenciais ou dos primeiros sinais visíveis de estresse da vegetação.</p>
<p>Braz observa que a irrigação nem sempre foi tratada como uma disciplina autônoma nos projetos imobiliários. Nas últimas duas décadas, passou a aparecer com maior frequência desde a concepção, ao lado de sistemas hidráulicos, elétricos, de transporte vertical e de comunicação.</p>
<p>A mudança acompanha o aumento da presença do verde nos empreendimentos. Quanto mais ambicioso é o paisagismo, maior deve ser o cuidado com os recursos necessários para mantê-lo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Biodiversidade não se resume à quantidade de plantas</h3>
<p>A eficiência hídrica é apenas uma parte do paisagismo sustentável. Outra questão decisiva está na escolha das espécies e em sua relação com o território.</p>
<p>Plantas não são elementos isolados. Resultam de milhões de anos de interação com o clima, o solo, os animais e outras formas de vida. Um jardim pode ter grande diversidade visual e, ainda assim, oferecer pouca contribuição ecológica se for composto por espécies sem relação com os ecossistemas locais.</p>
<p>Cardim defende que o paisagismo brasileiro incorpore de maneira mais consistente a flora nativa, não apenas por seu valor estético, mas pelas funções que pode desempenhar dentro da cidade.</p>
<p>“O green building deve representar a integração entre a biodiversidade nativa ancestral e a eficiência em benefícios ambientais”, afirma.</p>
<p>No Parque Global, o projeto buscou referências na Mata Atlântica e incluiu espécies frutíferas nativas, como grumixama, araçá, cereja-brasileira, cabeludinha e pitanga. A proposta não foi reproduzir uma mata em sentido literal, mas aproveitar o paisagismo para recuperar parte das relações ecológicas e culturais associadas a essa vegetação.</p>
<p>O empreendimento está próximo de áreas verdes como os parques Burle Marx e Alfredo Volpi. Na avaliação de Cardim, sua vegetação pode contribuir para uma conexão entre esses fragmentos, favorecendo o deslocamento da fauna e o fluxo de espécies.</p>
<p>“Quando a gente coloca aqui Mata Atlântica e Cerrado, restaura funções ecológicas e cria possibilidades de fluxo de fauna, flora e material genético”, explica.</p>
<p>Trata-se de uma contribuição localizada e sujeita aos limites de um empreendimento urbano. Ainda assim, é uma abordagem diferente daquela que trata o jardim apenas como composição visual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Jardins para entrar, tocar e reconhecer</h3>
<p>Os pomares de espécies nativas também procuram estabelecer uma relação mais direta entre as pessoas e a vegetação. Em vez de jardins observados à distância, o projeto propõe espaços de convivência, experimentação e descoberta.</p>
<p>Cardim usa a expressão “jardins entráveis”, atribuída a sua sócia, Alessandra, para descrever áreas verdes nas quais as pessoas possam caminhar, tocar as plantas, colher frutas e criar uma relação cotidiana com a natureza.</p>
<p>“A gente tem que abandonar essa ideia de que não pode pisar na grama, de que a criança não pode subir na árvore ou pegar uma fruta no pé. Hoje a gente precisa interagir e conviver”, afirma.</p>
<p>Essa interação tem também uma dimensão educativa. Muitas espécies brasileiras desapareceram dos quintais, das ruas e do repertório cotidiano das cidades. Ao reintroduzi-las nos empreendimentos, o paisagismo permite que crianças e adultos reconheçam frutas, árvores, aves e relações ecológicas que dificilmente encontrariam em jardins convencionais.</p>
<p>“A gente precisa mostrar, dentro das cidades, o que existe fora delas para que as pessoas queiram preservar essa natureza”, diz Cardim.</p>
<p>Conhecer não garante, por si só, a conservação. Mas é difícil atribuir valor àquilo que permanece distante, abstrato ou sem nome.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Espaço para árvores de verdade</h3>
<p>O avanço desse modelo ainda encontra obstáculos dentro da arquitetura e da engenharia. Plantas de maior porte precisam de solo suficiente, áreas permeáveis e espaço para o desenvolvimento das raízes. Árvores capazes de colaborar com o sombreamento, a regulação do microclima e a infiltração da chuva não cabem em qualquer floreira.</p>
<p>Cardim aponta que parte dos projetos ainda segue referências das décadas de 1970 e 1980, quando o paisagismo costumava ocupar uma posição periférica no edifício.</p>
<p>“Durante muito tempo, o paisagismo foi tratado como o rodapé do prédio, uma pequena decoração. Agora ele passa a ser um dos protagonistas para a saúde das pessoas, das cidades e dos ecossistemas”, afirma.</p>
<p>A mudança exige negociação entre disciplinas. Para plantar árvores de maior porte, pode ser necessário rever lajes, estruturas, impermeabilização, drenagem e profundidade do solo. Para infiltrar água da chuva, é preciso preservar áreas permeáveis. Para manter uma vegetação densa, devem existir acesso, irrigação e condições de manutenção.</p>
<p>Não basta desenhar mais verde. É necessário reservar espaço físico e recursos técnicos para que ele se desenvolva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Engenharia e natureza do mesmo lado</h3>
<p>A sessão mostrou que engenharia e natureza não precisam ser tratadas como forças opostas. Em um projeto urbano, a engenharia pode criar condições para que processos naturais ocorram dentro de um ambiente intensamente construído.</p>
<p>“A gente tende a pensar a engenharia e a natureza de uma forma separada. Elas precisam caminhar de mãos dadas”, afirma Haddad. Para ele, as soluções técnicas devem entregar funcionalidade sem ignorar os ciclos climáticos e as características ecológicas do lugar.</p>
<p>Essa aproximação não elimina as contradições próprias de um grande empreendimento imobiliário. Também não permite considerar sustentável qualquer projeto apenas porque possui jardins extensos. A contribuição do paisagismo precisa ser avaliada pela qualidade das escolhas, pelo uso dos recursos e pela capacidade de manter os resultados ao longo do tempo.</p>
<p>O Parque Global oferece elementos para esse debate. Mostra que o verde urbano depende de decisões tomadas muito antes do plantio e de uma infraestrutura que continuará trabalhando quando a obra já estiver concluída.</p>
<p>O que aparece são árvores, pomares, jardins e floreiras. Por trás deles estão o estudo dos ecossistemas, a coordenação entre projetos, o controle da água e o planejamento da operação.</p>
<p>É essa estrutura, quase sempre fora de vista, que determina se o paisagismo será apenas uma imagem de lançamento ou uma parte efetiva da cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>_</em><br />
<em>Conteúdo elaborado a partir da sessão “A reconexão entre cidade e natureza através do paisagismo sustentável no Parque Global”, apresentada na Greenbuilding Brasil.</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Lotus 903: quando sustentabilidade deixa de ser meta e vira processo</title>
		<link>https://www.gbcbrasil.org.br/lotus-903-quando-sustentabilidade-deixa-de-ser-meta-e-vira-processo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GBC Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 08:50:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[Projetos sustentáveis raramente falham por falta de intenção. O problema quase sempre está na execução. O Lotus 903 parte de um ponto que parece simples, mas que na prática muda tudo: a decisão de buscar desempenho alto não foi tomada no fim, nem como estratégia de marketing, mas incorporada ao projeto desde o início. O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Projetos sustentáveis raramente falham por falta de intenção. O problema quase sempre está na execução.</p>
<p>O Lotus 903 parte de um ponto que parece simples, mas que na prática muda tudo: a decisão de buscar desempenho alto não foi tomada no fim, nem como estratégia de marketing, mas incorporada ao projeto desde o início. O que começa como uma meta de certificação Gold evolui, ao longo do processo, para um alvo mais ambicioso. Não por narrativa, mas porque os próprios estudos indicavam que era possível ir além.</p>
<p>Essa mudança de ambição não é trivial. Ela exige rever decisões já tomadas, reabrir discussões e, principalmente, alinhar equipes que nem sempre operam no mesmo ritmo. O Lotus 903 não é um caso de solução perfeita. É um caso de ajuste contínuo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O projeto não falha na técnica. Ele falha na coordenação</h3>
<p>Um dos pontos mais claros ao longo do desenvolvimento foi o impacto do cronograma. A decisão de elevar o nível de certificação aconteceu com o projeto já em andamento e com prazos definidos. Isso desloca o desafio do campo técnico para o campo da coordenação.</p>
<p>A questão deixa de ser “o que fazer” e passa a ser “como fazer no tempo disponível”.</p>
<p>Nesse contexto, o projeto deixa de ser linear. As decisões passam a acontecer em paralelo com a obra, com ajustes acontecendo em tempo real, principalmente nas fases de compra e comissionamento. A validação de equipamentos, a compatibilização com o layout do cliente e o atendimento aos requisitos da certificação deixam de ser etapas sequenciais e passam a acontecer ao mesmo tempo.</p>
<p>Francine Vaz resume bem esse momento ao apontar que o maior desafio não estava no desenho ideal, mas na adaptação à realidade: “a gente tem esse mundo ideal da certificação, mas precisa trazer isso para a realidade, com qualidade e dentro de um cronograma arrojado”.</p>
<p>É nesse ponto que muitos projetos perdem consistência. Não por falta de conhecimento técnico, mas por falta de integração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Desempenho não está na tecnologia. Está nas escolhas</h3>
<p>Quando o projeto entra na camada de desempenho, o que aparece não são soluções extraordinárias, mas decisões consistentes.</p>
<p>A redução de 45% no consumo de energia não vem de um único sistema, mas de um conjunto de escolhas. A iluminação responde por uma parte relevante, com redução significativa na densidade de potência instalada e integração com sensores que ajustam o uso à luz natural. O resultado não é apenas eficiência energética, mas uma mudança na forma como o edifício se comporta ao longo do dia.</p>
<p>A presença de mais de 70% dos ambientes com acesso efetivo à luz natural reforça esse ponto. Não se trata apenas de cumprir um crédito de certificação, mas de reduzir a dependência de sistemas ativos e melhorar a qualidade do ambiente interno.</p>
<p>O mesmo raciocínio se aplica à água. A combinação de espécies nativas, irrigação eficiente e reuso de fontes como água pluvial e condensado do ar condicionado cria um sistema que responde às condições locais. Em uma cidade como Brasília, marcada por períodos longos de estiagem, essa decisão deixa de ser apenas técnica e passa a ser operacional.</p>
<p>O projeto não aposta em uma solução isolada. Ele trabalha com redundância inteligente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O que diferencia não é o que se instala. É o que se integra</h3>
<p>Talvez o ponto mais relevante do Lotus 903 não esteja nos sistemas, mas na forma como eles se conectam.</p>
<p>A automação, por exemplo, não aparece apenas como ferramenta de controle, mas como mecanismo de gestão ativa da energia. A preparação para resposta à demanda, mesmo em um mercado que ainda não opera plenamente com esse tipo de programa, indica uma leitura de longo prazo. O edifício não é projetado apenas para o cenário atual, mas para o que ainda vai acontecer.</p>
<p>Essa mesma lógica aparece na análise de ciclo de vida. A escolha de materiais não é tratada como item isolado, mas como parte de uma estratégia mais ampla de redução de impacto. O uso de cimento com adição de pozolana, a incorporação de materiais reciclados e a adoção de soluções construtivas que reduzem resíduos mostram um alinhamento entre decisão técnica e impacto ambiental.</p>
<p>O resultado não é uma solução inovadora isolada, mas um sistema coerente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Sustentabilidade só escala quando chega na obra</h3>
<p>É na obra que a maioria dos projetos perde consistência. O Lotus 903 faz o caminho contrário.</p>
<p>A gestão ambiental do canteiro não aparece como cumprimento de requisito, mas como prática incorporada à rotina. O desvio de mais de 90% dos resíduos de aterro não é resultado de uma ação pontual, mas de um processo estruturado, com acompanhamento contínuo e engajamento das equipes.</p>
<p>O dado mais relevante, no entanto, não está no número, mas na recorrência. A obtenção de múltiplos relatórios com 100% de conformidade ambiental indica consistência, não exceção.</p>
<p>Lídia Cunha aponta um aspecto que raramente aparece nesse tipo de discussão: o papel da cultura. A construção de uma rotina de treinamento, reforço e engajamento transforma o cumprimento de exigências em prática cotidiana. “Quando faz sentido para o colaborador, a gente consegue ir muito além da obrigação”, observa.</p>
<p>Nesse momento, sustentabilidade deixa de ser diretriz e passa a ser comportamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Entre o ideal e o viável</h3>
<p>Um dos pontos mais honestos do projeto está na forma como trata as limitações.</p>
<p>Nem toda estratégia foi adotada. Algumas soluções foram descartadas por não se sustentarem economicamente ou por não fazerem sentido dentro da tipologia do empreendimento. Esse tipo de decisão é raro de ser explicitado, mas é central para a qualidade do projeto.</p>
<p>A sustentabilidade, quando desconectada da viabilidade, não escala.</p>
<p>O Lotus 903 trabalha dentro de um equilíbrio claro entre desempenho, custo e aplicabilidade. Não busca o máximo teórico, mas o máximo possível dentro de um contexto real.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O edifício como extensão da cidade</h3>
<p>Talvez o gesto mais relevante do projeto não esteja nos sistemas, mas na relação com o entorno.</p>
<p>A decisão de manter o térreo aberto, integrando o empreendimento à cidade e permitindo o uso público do espaço, retoma uma lógica original de Brasília que muitas vezes se perdeu ao longo do tempo. O edifício deixa de ser objeto isolado e passa a funcionar como extensão do espaço urbano.</p>
<p>Nesse ponto, sustentabilidade deixa de ser apenas ambiental e passa a incorporar dimensão social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O que esse projeto mostra</h3>
<p>O Lotus 903 não é um projeto perfeito. E talvez esse seja o seu maior valor.</p>
<p>Ele mostra que sustentabilidade não é resultado de uma decisão isolada, mas de um processo que envolve revisão constante, coordenação entre equipes e capacidade de adaptação. Mostra que o desafio não está em atingir uma meta, mas em manter consistência ao longo de todo o desenvolvimento.</p>
<p>E, principalmente, reforça uma ideia que ainda não está completamente assimilada no mercado: desempenho não se adiciona ao projeto. Ele é construído junto com ele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>_<br />
<em>Conteúdo criado com base na palestra “Lotus 903: Inovações e Desafios em Sustentabilidade na Construção”, apresentada por Lídia Cunha (Lotus) e Francine Vaz (Seed Solution).</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Não se reduz o que não se mede. E o setor começa a medir de verdade</title>
		<link>https://www.gbcbrasil.org.br/nao-se-reduz-o-que-nao-se-mede-e-o-setor-comeca-a-medir-de-verdade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GBC Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 09:50:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.gbcbrasil.org.br/?p=18428</guid>

					<description><![CDATA[Durante muito tempo, a discussão sobre carbono na construção civil ficou restrita a intenções. Metas globais, compromissos institucionais, declarações públicas. Tudo isso é relevante, mas tem uma limitação clara: não substitui dado. O setor sempre soube que emitia muito. O que não sabia, com precisão, era onde, quanto e por quê. A CECarbon surge exatamente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante muito tempo, a discussão sobre carbono na construção civil ficou restrita a intenções. Metas globais, compromissos institucionais, declarações públicas. Tudo isso é relevante, mas tem uma limitação clara: não substitui dado. O setor sempre soube que emitia muito. O que não sabia, com precisão, era onde, quanto e por quê.</p>
<p>A CECarbon surge exatamente nesse ponto. Não como mais uma ferramenta, mas como uma tentativa de estruturar uma base comum de medição para o setor. Um esforço de transformar percepção em dado, e dado em decisão.</p>
<p>Como explica Vanessa Dias, do SindusCon-SP, a lógica é direta: medir permite “identificar as principais fontes de emissão e estruturar estratégias de redução, tanto no curto quanto no longo prazo”.</p>
<p>Sem isso, qualquer plano de descarbonização fica no campo da intenção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O problema não está onde o setor olhava</h3>
<p>Um dos principais méritos da CECarbon é expor um dado que já vinha sendo discutido, mas ainda pouco incorporado na prática: a maior parte das emissões da construção não está na obra, nem na operação. Está nos materiais.</p>
<p>Hoje, mais de 97% das emissões do setor estão concentradas no chamado escopo 3, que inclui a cadeia de fornecimento (extração, produção e transporte de insumos). Esse dado muda completamente a forma de abordar o problema.</p>
<p>Durante anos, o foco esteve na eficiência energética dos edifícios. Isso continua relevante, mas, à medida que os projetos evoluem para padrões mais eficientes (como <em>net zero</em>) o peso relativo do carbono incorporado aumenta. Em alguns casos, pode representar até 70% das emissões totais.</p>
<p>Ou seja, o desafio não está apenas em operar melhor. Está em construir diferente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Medir antes de construir muda o resultado</h3>
<p>Outro ponto importante da ferramenta está na possibilidade de atuar ainda na fase de projeto. A CECarbon permite a elaboração de inventários antes do início da obra, com base nos quantitativos de materiais previstos.</p>
<p>Isso altera o momento da decisão.</p>
<p>Em vez de medir depois para reportar, mede-se antes para ajustar. O projeto deixa de ser apenas uma definição técnica e passa a ser um espaço de otimização de emissões. Escolha de materiais, sistemas construtivos, logística. Tudo passa a ser analisado também sob a ótica do carbono.</p>
<p>A existência de um segundo inventário, já na fase de execução, fecha o ciclo. O comparativo entre previsto e realizado cria um nível de transparência que o setor ainda não está acostumado a lidar. Mostra desvios, valida decisões e, principalmente, gera aprendizado.</p>
<p>Não se trata apenas de medir. Trata-se de aprender com o que foi medido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O desafio agora é escala, não conceito</h3>
<p>Os primeiros resultados consolidados mostram um setor mais competitivo do que se imaginava. Os indicadores brasileiros apontam emissões entre 160 e 260 kg de CO₂ equivalente por metro quadrado, abaixo de muitas referências internacionais. Parte disso se explica pela matriz energética mais limpa do país. Mas não apenas. Há também uma eficiência construtiva que nem sempre é reconhecida.</p>
<p>O risco, nesse caso, é interpretar o dado como ponto de chegada.</p>
<p>O próprio avanço da ferramenta indica o contrário. Ainda há pouca base de dados consolidada, e a ampliação do uso da CECarbon é essencial para refinar esses indicadores, entender variações regionais e capturar diferenças entre sistemas construtivos.</p>
<p>A próxima etapa já está colocada: integração com BIM, automação de dados, padronização de inventários e, principalmente, ampliação do número de projetos monitorados.</p>
<p>O desafio deixou de ser conceitual. Passou a ser operacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O que muda a partir daqui</h3>
<p>A construção civil sempre foi tratada como um setor reativo em relação à agenda climática. Ferramentas como a CECarbon começam a mudar essa leitura. Elas não resolvem o problema sozinhas. Mas criam uma base mínima para que ele seja enfrentado com alguma consistência.</p>
<p>Porque, no fim, a transição não acontece por falta de solução técnica. Ela trava por falta de informação confiável.</p>
<p>E, nesse ponto, o setor começa a sair do discurso e entrar no dado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>_<br />
<em>Artigo criado com base na palestra “CECarbon – Indicadores Setoriais de Emissões de Carbono”, apresentada por Vanessa Dias (SindusCon-SP).</em></p>
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		<title>Crise hídrica e facilities: como os métodos de higienização impactam e podem reduzir o consumo de água nos edifícios corporativos</title>
		<link>https://www.gbcbrasil.org.br/crise-hidrica-e-facilities-como-os-metodos-de-higienizacao-impactam-e-podem-reduzir-o-consumo-de-agua-nos-edificios-corporativos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:50:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.gbcbrasil.org.br/?p=18647</guid>

					<description><![CDATA[Em ano de crise hídrica, a escolha do método de higienização do carpete é também uma escolha ambiental. O Brasil já não pode tratar a escassez de água como cenário eventual. Em 2026, dados do INMET indicam que a estiagem afeta 68% do território nacional, com crise em 19 estados. A ANA ampliou o monitoramento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>Em ano de crise hídrica, a escolha do método de higienização do carpete é também uma escolha ambiental.</h4>
<p>O Brasil já não pode tratar a escassez de água como cenário eventual. Em 2026, dados do <a href="https://portal.inmet.gov.br">INMET</a> indicam que a estiagem afeta 68% do território nacional, com crise em 19 estados. A <a href="https://www.gov.br/ana/pt-br">ANA</a> ampliou o monitoramento diário dos reservatórios desde outubro de 2025, e projeta <strong>redução de até 40% na disponibilidade hídrica das principais bacias até 2040,</strong> com impacto direto no abastecimento urbano, na geração de energia e na indústria.</p>
<p>Nesse cenário, um consumo raramente aparece nos inventários corporativos: a água usada na <strong>higienização de revestimentos têxteis.</strong> Carpetes e tapetes modulares cobrem milhares de lajes corporativas no Brasil, e o método usado para limpá-los tem consequências hídricas diretas que quase nenhum relatório de FM contabiliza.</p>
<h3><strong>O volume que ninguém mede</strong></h3>
<p>Métodos vendidos como &#8216;lavagem a seco&#8217;, &#8216;semi-úmido&#8217; ou &#8216;limpeza ecológica&#8217; utilizam, na prática, água como veículo de transporte da sujidade. <strong>Se aplica qualquer solução líquida na fibra, não é seco.</strong> Referências técnicas do setor apontam consumo entre <strong>3 e 8 litros por m²</strong> em cada ciclo. Para um escritório com 1.000 m² e quatro ciclos anuais: até <strong>32.000 litros por ano</strong> apenas no piso têxtil.</p>
<p>A umidade residual pós-lavagem alimenta fungos e compromete o QAI. O HVAC precisa trabalhar mais para corrigir esse desequilíbrio, gerando consumo energético adicional de 4% a 10%. Um problema hídrico que vira energético. Segundo a <a href="https://labeee.ufsc.br/pt-br/node/176">UFSC</a>, edifícios de escritórios consomem em média 4 a 5 litros por m² por dia. A higienização têxtil é a parcela invisível desse total, e não pode ser gerenciada sem ser medida.</p>
<h3><strong>O método que muda a conta</strong></h3>
<p>A principal alternativa são os sistemas de higienização a seco, que utilizam polímeros absorventes para capturar as partículas de sujidade, removidas posteriormente por aspiração de alta eficiência, sem utilização de água no processo. O resultado é a eliminação da umidade, a redução da demanda energética associada à secagem e a preservação das condições de qualidade do ar interior.</p>
<p>Embora os benefícios sejam percebidos em cada operação, seu verdadeiro potencial se revela quando analisados ao longo do tempo. É o que mostra o próprio <a href="https://www.gbcbrasil.org.br/a-importancia-de-parcerias-estrategicas-para-sustentabilidade-corporativa-o-case-ernst-young/">GBC Brasil no case Ernst &amp; Young sobre parcerias estratégicas para sustentabilidade corporativa</a>: ao acompanhar os resultados da higienização a seco por meio de uma calculadora de sustentabilidade, a operação registrou uma redução de 8.316 litros de água por ano e uma economia de energia equivalente ao consumo anual de 383 residências populares, evidenciando, com dados auditáveis, a aderência desse método às práticas ESG do setor de facilities.</p>
<p>Os sistemas mais avançados desse tipo contam com certificações por institutos do setor, como o <a href="https://carpet-rug.org/">Carpet and Rug Institute</a> (CRI), referência internacional em manutenção e desempenho de carpetes comerciais, e entre os operadores que adotam esse método de higienização a seco e geram esses benefícios de impacto no Brasil está a <a href="https://www.millicare.com.br/">MilliCare Brasil</a>.</p>
<p>Mais do que números pontuais, o que evidencia impacto real é a capacidade de medir cada operação ao longo do tempo. Ferramentas de mensuração voltadas ao setor de FM já permitem converter serviços de manutenção em indicadores auditáveis de economia de água, energia, resíduos e emissões evitadas, dados capazes de apoiar relatórios ESG, estratégias de eficiência operacional e processos de certificação ambiental.</p>
<blockquote><p><em>“A gestão eficiente da água depende, acima de tudo, da capacidade de medir. Sem medição, não há como compreender o comportamento do consumo, identificar desperdícios ou avaliar o impacto das ações implementadas. Por isso, a medição é a base de uma gestão contínua e orientada por dados.</em></p>
<p><em>Esse processo começa com o conhecimento da infraestrutura predial. Por meio de uma auditoria hídrica, é possível entender como a água é distribuída e utilizada na operação, identificar os principais pontos de consumo e definir estrategicamente onde instalar sistemas de monitoramento. Medir os locais certos é o que permite transformar dados em informações úteis para a tomada de decisão.</em></p>
<p><em>A gestão contínua acontece quando esses dados passam a ser acompanhados regularmente, permitindo identificar desvios, comparar desempenhos e avaliar os resultados de mudanças operacionais. Decisões aparentemente simples, como a alteração de um método de higienização, ajustes em procedimentos de manutenção ou a substituição de equipamentos, podem gerar impactos significativos no consumo hídrico. Sem medição, esses efeitos permanecem invisíveis.</em></p>
<p><em>Ao integrar infraestrutura, auditoria hídrica e monitoramento contínuo, as organizações ganham maior controle sobre seus recursos, aumentam a eficiência operacional e fortalecem sua estratégia de sustentabilidade. Afinal, só é possível gerenciar, otimizar e valorizar aquilo que se conhece e se mede.” &#8211; </em><strong><em>Virgínia Sodré </em></strong><a href="https://infinitytech.com.br/sobre/"><strong><em>(InfinityTech</em></strong></a><strong><em> e Valor da Água)</em></strong></p></blockquote>
<h3><strong>LEED, Scope 3 e a coerência que o GBC exige</strong></h3>
<p>A certificação <a href="https://www.usgbc.org/credits?Category=%22Water+efficiency%22">LEED v4</a> aborda o uso da água via categoria <strong>Water Efficiency (WE).</strong> O crédito <a href="https://www.usgbc.org/credits/eq31">EQ 3.1 — High Performance Green Cleaning</a> contempla métodos que minimizem o impacto das operações de manutenção, incluindo consumo de água. Um edifício que declara eficiência hídrica e utiliza método intensivo em água para higienizar carpetes apresenta uma inconsistência auditável e corrigível sem retrofit.</p>
<p>Essa lacuna vai além do LEED. A maioria dos relatórios ESG registra consumo hídrico direto, mas ignora o gerado por contratos terceirizados, o <strong>Scope 3 hídrico.</strong> Os frameworks <a href="https://www.globalreporting.org/standards/media/1909/gri-303-water-and-effluents-2018.pdf">GRI 303</a>, <a href="https://www.cdp.net/en/water">CDP</a> e <a href="https://www.gresb.com">GRESB</a> já preveem essa inclusão. Ferramentas de mensuração específicas do setor de FM permitem fechar essa lacuna com dados auditáveis, simples de gerar, difíceis de ignorar.</p>
<p>O GBC Brasil acompanha esse movimento. Edifícios que apresentam métricas claras e objetivas sobre o impacto de suas operações de FM têm credibilidade ESG crescente, que vai além do plano de sustentabilidade.</p>
<blockquote><p><em>“O que tem ocorrido no movimento de green building é uma abordagem mais contundente sobre a importância dos profissionais e as soluções para a fase operacional com foco em eficiência, conforto e sustentabilidade. Toda a discussão está ancorada em desempenho. E seja em um cenário de nova edificação ou existente, o desempenho depende do profissionalismo e expertise da gestão operacional. Aqui eu vejo a oportunidade para profissionais e soluções evidenciarem o quanto eles podem ser essenciais nos quesitos ambientais, atreladas ao diferencial competitivo dos ativos, bem como na produtividade das empresas.” &#8211; </em><strong><em>Felipe Augusto Faria, CEO do Green Building Council Brasil</em></strong></p></blockquote>
<h3><strong>O que gestores de FM podem fazer agora</strong></h3>
<ul>
<li>Inventariar o consumo hídrico dos contratos. Exigir a especificação de litros por m² por ciclo no escopo técnico, não apenas no preço.</li>
<li>Não aceitar gato por lebre. Termos como &#8216;seco&#8217;, &#8216;semi-úmido&#8217; ou &#8216;ecológico&#8217; não garantem zero consumo. Exigir certificação CRI Seal of Approval como critério mínimo.</li>
<li>Incluir critérios hídricos nos editais e SLAs. Estabelecer limites máximos de consumo de água por m², como já se fazem com VOCs.</li>
<li>Medir o que se contrata. Traduzir a escolha do método em dados de água, energia e CO₂ para alimentar o Scope 3 e os relatórios GRI.</li>
<li>Verificar compatibilidade com os créditos LEED. Garantir coerência entre prática operacional e compromissos declarados nas categorias WE e IEQ.</li>
</ul>
<h3><strong>Conclusão</strong></h3>
<p>O mundo que queremos daqui para frente depende do que fazemos hoje. Com 68% do território nacional em estiagem, reservatórios monitorados em alerta e projeção de redução de até 40% da disponibilidade hídrica até 2040, cada decisão operacional tem peso ambiental real, inclusive a escolha do método usado para higienizar o carpete de um escritório corporativo.</p>
<p>A higienização de revestimentos têxteis é um ponto cego com solução disponível, certificada e mensurável. Práticas corretas, aplicadas em escala e sustentadas por certificação e dados auditáveis, produzem impacto ambiental concreto e comprovável, não como intenção, como evidência.</p>
<p>Num momento em que o mercado de green building exige coerência entre o que se declara e o que se pratica, transformar a escolha do método de higienização em dado ESG auditável não é diferencial: é o próximo passo natural para edifícios que querem ser, de fato, sustentáveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Referências</strong></h3>
<ol>
<li>ANA — Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil — Relatório Síntese 2025. <a href="https://www.gov.br/ana/pt-br">https://www.gov.br/ana/pt-br</a></li>
<li>ANA / CNN Brasil. 2026 será ano desafiador para gestão da água no Brasil. Mar. 2026. <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/2026-sera-ano-desafiador-para-gestao-da-agua-no-brasil-diz-diretora-da-ana/">https://www.cnnbrasil.com.br/economia/2026-sera-ano-desafiador-para-gestao-da-agua-no-brasil-diz-diretora-da-ana/</a></li>
<li>INMET / Band. Estiagem afeta 68% do território e agrava crise hídrica em 19 estados. Jan. 2026. <a href="https://www.band.com.br/agro/noticias/seca-em-2026-reservatorios-no-limite-acendem-alerta-vermelho-em-sao-paulo-202601110951">https://www.band.com.br/agro/noticias/seca-em-2026-reservatorios-no-limite-acendem-alerta-vermelho-em-sao-paulo-202601110951</a></li>
<li>ANA. Estudo: reservas de água podem cair até 40% até 2040 nas principais bacias hidrográficas. <a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/crise-da-agua-seca-rios-brasileiros-e-reduz-disponibilidade-hidrica-em-ate-40-diz-pesquisa/">https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/crise-da-agua-seca-rios-brasileiros-e-reduz-disponibilidade-hidrica-em-ate-40-diz-pesquisa/</a></li>
<li>UFSC / Proença &amp; Ghisi. Estimativa de usos finais de água em edifícios de escritórios. <a href="https://labeee.ufsc.br/pt-br/node/176">https://labeee.ufsc.br/pt-br/node/176</a></li>
<li>USGBC. LEED v4 — Water Efficiency Credits. <a href="https://www.usgbc.org/credits?Category=%22Water+efficiency%22">https://www.usgbc.org/credits?Category=%22Water+efficiency%22</a></li>
<li>USGBC. LEED v4 — Credit EQ 3.1: High Performance Green Cleaning. <a href="https://www.usgbc.org/credits/eq31">https://www.usgbc.org/credits/eq31</a></li>
<li>ASHRAE. Standard 62.1 — Ventilation and Acceptable Indoor Air Quality. <a href="https://www.ashrae.org/technical-resources/bookstore/standards-62-1-62-2">https://www.ashrae.org/technical-resources/bookstore/standards-62-1-62-2</a></li>
<li>GBC Brasil. Novos conceitos sobre a relação dos carpetes e tapetes com o bem-estar e saúde das pessoas. 2021. <a href="https://www.gbcbrasil.org.br/novos-conceitos-sobre-a-relacao-dos-carpetes-e-tapetes-com-o-bem-estar-e-saude-das-pessoas/">https://www.gbcbrasil.org.br/novos-conceitos-sobre-a-relacao-dos-carpetes-e-tapetes-com-o-bem-estar-e-saude-das-pessoas/</a></li>
<li>GRI. GRI 303: Water and Effluents 2018. <a href="https://www.globalreporting.org/standards/media/1909/gri-303-water-and-effluents-2018.pdf">https://www.globalreporting.org/standards/media/1909/gri-303-water-and-effluents-2018.pdf</a></li>
<li>CRI — Carpet and Rug Institute. CRI 204 — Commercial Carpet Standard for Maintenance and Cleaning. <a href="https://carpet-rug.org">https://carpet-rug.org</a></li>
<li>GBC Brasil. A importância de parcerias estratégicas para sustentabilidade corporativa: o case Ernst &amp; Young. <a href="https://www.gbcbrasil.org.br/a-importancia-de-parcerias-estrategicas-para-sustentabilidade-corporativa-o-case-ernst-young/">https://www.gbcbrasil.org.br/a-importancia-de-parcerias-estrategicas-para-sustentabilidade-corporativa-o-case-ernst-young/</a></li>
</ol>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A regra do jogo está mudando. E passa pelo financiamento</title>
		<link>https://www.gbcbrasil.org.br/a-regra-do-jogo-esta-mudando-e-passa-pelo-financiamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GBC Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 09:50:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.gbcbrasil.org.br/?p=18443</guid>

					<description><![CDATA[Durante muito tempo, sustentabilidade no setor da construção foi tratada como diferencial. Algo que agregava valor, mas que não necessariamente determinava o acesso a mercado. Esse cenário começa a mudar. A taxonomia sustentável brasileira não surge como mais uma diretriz técnica. Ela reorganiza a lógica de financiamento. Define critérios, classifica atividades e, principalmente, cria um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante muito tempo, sustentabilidade no setor da construção foi tratada como diferencial. Algo que agregava valor, mas que não necessariamente determinava o acesso a mercado.</p>
<p>Esse cenário começa a mudar.</p>
<p>A taxonomia sustentável brasileira não surge como mais uma diretriz técnica. Ela reorganiza a lógica de financiamento. Define critérios, classifica atividades e, principalmente, cria um filtro para onde o capital deve ir. Como explicou Lilian Sarrouf, do SindusCon-SP, trata-se de “um sistema de classificação econômica” que avalia se projetos contribuem positiva ou negativamente para o meio ambiente.</p>
<p>Isso muda o papel da sustentabilidade. Ela deixa de ser atributo e passa a ser critério.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Não é só regulação. É direcionamento de mercado</h3>
<p>A construção civil já vinha sendo impactada por diferentes políticas, normas e iniciativas. O que a taxonomia faz é organizar esse conjunto. Ela conecta agendas que estavam dispersas. Clima, financiamento, desempenho ambiental, políticas públicas e mercado de carbono passam a operar dentro de uma mesma lógica. Não como sobreposição, mas como sistema.</p>
<p>O objetivo é claro.</p>
<p>Como colocado na apresentação, a taxonomia busca “mobilizar investimentos” e reorientar fluxos financeiros para atividades que contribuam com a agenda climática e social. Isso tem implicação direta para o setor.</p>
<p>O acesso a crédito deixa de depender apenas de viabilidade econômica. Passa a depender também de aderência a critérios ambientais e sociais. E esses critérios não são genéricos. Eles estão sendo definidos com base em desempenho, métricas e evidências.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O impacto não é teórico. É operacional</h3>
<p>Uma das mudanças mais relevantes está na forma como o setor terá que comprovar desempenho.</p>
<p>Eficiência energética, consumo de água, emissões de carbono, gestão de resíduos, origem de materiais. Tudo isso deixa de ser discurso e passa a ser evidência técnica. Inventários, certificações, estudos de viabilidade e documentação passam a fazer parte do processo.</p>
<p>E isso acontece em diferentes níveis.</p>
<p>Desde o projeto até a operação. Desde edificações novas até retrofit. Desde infraestrutura até atividades imobiliárias. A taxonomia não cria um nicho. Ela estabelece uma base.</p>
<p>Além disso, há um ponto importante.</p>
<p>Os bancos passam a operar a partir dessa lógica. Como destacou Lilian, as instituições financeiras devem estruturar suas próprias regras com base na taxonomia, incorporando esses critérios nos processos de concessão de crédito. Ou seja, não se trata apenas de atender uma diretriz. Trata-se de atender o mercado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O setor já sabe o que precisa fazer</h3>
<p>Um ponto relevante é que grande parte dos critérios não é nova.</p>
<p>Eficiência energética, uso racional da água, economia circular, controle de emissões e gestão de resíduos já fazem parte da prática de uma parcela do setor. O que muda é o nível de exigência e a necessidade de comprovação.</p>
<p>A taxonomia não inventa temas. Ela organiza, prioriza e exige consistência.</p>
<p>Como a própria Lilian colocou, estamos em “um momento muito rico” em termos de diretrizes, políticas e instrumentos que passam a orientar o setor.</p>
<p>O desafio, portanto, não é conceitual. É de execução.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O que muda a partir daqui</h3>
<p>A principal mudança é simples de entender. Projetos que atendem aos critérios terão acesso facilitado a financiamento. Projetos que não atendem tendem a perder competitividade.</p>
<p>Isso reposiciona completamente a discussão. Sustentabilidade deixa de ser escolha estratégica isolada e passa a ser condição de acesso a capital. E, em um setor intensivo em investimento como a construção, isso define o ritmo de transformação.</p>
<p>A taxonomia ainda será implementada de forma gradual. Haverá ajustes, revisões e evolução ao longo do tempo. Mas a direção já está dada.</p>
<p>E ela não aponta apenas para certificação. Aponta para desempenho comprovado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>_<br />
<em>Artigo criado com base na palestra “Taxonomia Sustentável Brasileira”, apresentada por Lilian Sarrouf (SindusCon-SP).</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Abordagem Preditiva para Prevenção de Obras Paralisadas no Governo Federal</title>
		<link>https://www.gbcbrasil.org.br/abordagem-preditiva-para-prevencao-de-obras-paralisadas-no-governo-federal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GBC Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 09:50:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.gbcbrasil.org.br/?p=18434</guid>

					<description><![CDATA[Existe uma leitura recorrente de que obras públicas paralisadas são resultado de fatores externos. Falta de recurso, mudança de governo, entraves burocráticos. Tudo isso existe. Mas essa explicação simplifica um problema que, na prática, começa muito antes. O dado é conhecido, mas ainda pouco enfrentado. Mais da metade das obras públicas federais estão paralisadas. E [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Existe uma leitura recorrente de que obras públicas paralisadas são resultado de fatores externos. Falta de recurso, mudança de governo, entraves burocráticos. Tudo isso existe. Mas essa explicação simplifica um problema que, na prática, começa muito antes.</p>
<p>O dado é conhecido, mas ainda pouco enfrentado. Mais da metade das obras públicas federais estão paralisadas. E as causas não são imprevisíveis. Como destacou Giuseppe Henriques Gouveia Dantas, do Exército Brasileiro, “os principais motivos incluem projetos básicos deficientes, entraves contratuais, falta de recursos e dificuldades de licenciamento”. Ou seja, não é surpresa. É padrão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O problema começa antes da obra</h3>
<p>A mudança mais relevante trazida pela nova Lei de Licitações não está no processo de contratação, mas na forma como o risco passa a ser tratado. A gestão de risco deixa de ser recomendação e passa a ser obrigatória.</p>
<p>Isso altera o ponto de partida.</p>
<p>Como explicou Giuseppe, “a gestão de risco deixou de ser opcional e passou a ser obrigatória em contratos públicos”. Isso significa que o risco precisa ser identificado, analisado e acompanhado desde a fase preparatória do projeto, e não apenas quando ele já se materializou na execução.</p>
<p>Essa mudança desloca o foco da reação para a prevenção.</p>
<p>O gerenciamento deixa de ser uma ferramenta de controle e passa a ser parte do próprio projeto. Identificar causas, antecipar eventos, mapear impactos e estruturar respostas deixa de ser uma camada adicional e passa a ser condição para que a obra aconteça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Risco não é exceção. É parte do projeto</h3>
<p>Obras de engenharia são, por natureza, complexas. Envolvem múltiplas disciplinas, diferentes agentes, variáveis técnicas, ambientais e regulatórias. Tratar risco como exceção nesse contexto é ignorar a própria natureza do projeto.</p>
<p>A estrutura apresentada deixa isso claro. O risco precisa ser entendido em diferentes dimensões. Riscos de engenharia, erros de projeto, fatores administrativos, mudanças externas e eventos imprevisíveis fazem parte do mesmo sistema.</p>
<p>O que muda não é a existência do risco. É a capacidade de lidar com ele.</p>
<p>A matriz de risco surge como instrumento central nesse processo. Não como documento formal, mas como estrutura de decisão. Ao definir responsabilidades entre contratante e contratada, ao mapear causas, gatilhos e impactos, ela cria um nível de previsibilidade que o setor historicamente não teve.</p>
<p>Isso tem implicação direta. Sem clareza de responsabilidade, o risco vira disputa. Com clareza, ele vira gestão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Prever muda mais do que reagir</h3>
<p>Se a matriz organiza o risco, a tecnologia amplia a capacidade de antecipação.</p>
<p>Ferramentas de análise de dados, inteligência artificial e modelagem permitem trabalhar com uma base de informação muito mais ampla do que aquela tradicionalmente disponível para o gestor. Como foi apresentado, sistemas estruturados já conseguem mapear dezenas de riscos com seus respectivos elementos, criando uma base que pode ser consultada, atualizada e aprimorada ao longo do tempo.</p>
<p>Nesse contexto, o papel da tecnologia não é automatizar o processo. É qualificar a decisão. Como destacou Giuseppe, essas ferramentas “permitem identificar padrões, prever problemas, apoiar decisões com base de dados”.</p>
<p>Isso muda o momento da ação.</p>
<p>O gestor deixa de reagir a um problema que já ocorreu e passa a atuar quando o risco ainda está se formando. Gatilhos, indicadores e sinais antecipam a materialização do risco, permitindo intervenção antes do impacto. O ganho não está apenas em evitar paralisações. Está em reduzir incerteza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O que esse modelo indica</h3>
<p>O que a discussão mostra é que obras paralisadas não são um desvio do sistema. São consequência de um modelo que historicamente tratou risco como algo secundário.</p>
<p>A nova abordagem tenta corrigir isso. Ao integrar base legal, estrutura de gestão e tecnologia, o setor começa a construir um modelo mais previsível. Não elimina o risco. Mas reduz sua capacidade de paralisar o projeto.</p>
<p>No fim, a mudança é menos tecnológica do que cultural.</p>
<p>Tratar risco como parte do projeto significa aceitar que antecipar problema é mais eficiente do que resolver depois. E, no caso das obras públicas, essa diferença define não apenas custo e prazo, mas a capacidade de entregar valor para a sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>_<br />
<em>Artigo criado com base na palestra &#8220;Inteligência Artificial aplicada à Prevenção de Obras Paralisadas no Governo Federal: Uma Abordagem Preditiva de Gestão de Riscos&#8221;, apresentada por Giuseppe Dantas (Exército Brasileiro).</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como a certificação LEED está mudando o padrão dos galpões logísticos</title>
		<link>https://www.gbcbrasil.org.br/como-a-certificacao-leed-esta-mudando-o-padrao-dos-galpoes-logisticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 09:50:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.gbcbrasil.org.br/?p=18514</guid>

					<description><![CDATA[Durante muito tempo, o setor logístico tratou galpões e centros de distribuição como ativos predominantemente funcionais. Localização, pé-direito, modulação, pátio de manobra e eficiência operacional eram, com razão, os principais critérios de avaliação. Esses fatores continuam essenciais, mas o mercado mudou. E, com ele, mudou também a forma como galpões logísticos de alto desempenho passam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante muito tempo, o setor logístico tratou galpões e centros de distribuição como ativos predominantemente funcionais. Localização, pé-direito, modulação, pátio de manobra e eficiência operacional eram, com razão, os principais critérios de avaliação.</p>
<p>Esses fatores continuam essenciais, mas o mercado mudou. E, com ele, mudou também a forma como galpões logísticos de alto desempenho passam a ser lidos.</p>
<p>Hoje, o ativo não é observado apenas por sua capacidade de armazenar, movimentar e distribuir. Ele também passa a ser avaliado por eficiência, adaptabilidade, qualidade operacional e capacidade de responder a uma agenda cada vez mais exigente de desempenho.</p>
<p>É justamente nesse ponto que a certificação LEED para galpões logísticos ganha relevância.</p>
<p>O próprio USGBC estruturou uma tipologia específica para Warehouses and Distribution Centers, reconhecendo que galpões têm características distintas em relação a edifícios mais ocupados continuamente, especialmente em uso de energia, seleção do terreno e consumo de recursos.</p>
<h3><strong>Por que galpões exigem uma leitura própria</strong></h3>
<p>Galpões logísticos e industriais de alto desempenho operam com uma lógica muito específica. São ativos que dependem de fluidez operacional, manutenção da cadeia de suprimentos, eficiência de circulação, gestão de docas, envoltória adequada, iluminação, ventilação e, em muitos casos, grandes áreas de cobertura e pátio.</p>
<p>Isso significa que sua sustentabilidade não pode ser lida pelos mesmos parâmetros genéricos aplicados a outras tipologias.</p>
<p>A existência de um recorte específico do LEED para Galpões e Centros de Distribuição mostra exatamente isso. O sistema reconhece que esse tipo de ativo tem oportunidades próprias e desafios próprios, o que exige critérios mais aderentes ao seu uso real.</p>
<p>Na prática, isso ajuda a deslocar a conversa. O galpão deixa de ser visto apenas como infraestrutura funcional e passa a ser lido também como ativo estratégico, com desempenho mensurável.</p>
<h3><strong>O que a certificação muda na leitura do ativo</strong></h3>
<p>Quando um galpão busca certificação LEED, ele não está apenas adicionando um selo ao empreendimento.</p>
<p>Ele está submetendo o ativo a uma lógica mais robusta de projeto, construção e, em muitos casos, operação. Isso envolve temas como eficiência energética, gestão da água, materiais, impacto do terreno, mobilidade, qualidade ambiental interna e desempenho ao longo do ciclo de vida.</p>
<p>No setor logístico, esse movimento importa porque ajuda a redefinir o padrão do ativo.</p>
<p>Em vez de competir apenas por área, localização e preço, o empreendimento passa a incorporar outra camada de qualificação. O mercado começa a observar também o grau de eficiência que aquele galpão oferece, sua capacidade de operar com mais consistência e sua aderência a exigências mais recentes de ocupantes, investidores e operadores.</p>
<p>Isso não é detalhe. Em mercados mais maduros, galpões de alta performance já não são lidos apenas pela capacidade de atender a operação. São lidos também pela qualidade com que sustentam essa operação ao longo do tempo.</p>
<h3><strong>O efeito sobre o mercado logístico</strong></h3>
<p>À medida que a certificação LEED ganha espaço nessa tipologia, o setor passa por uma mudança de régua.</p>
<p>O GBC Brasil já vem mostrando que a certificação LEED pode ser aplicada a diferentes tipos de construção e em diferentes fases do ciclo do edifício, incluindo novas construções, reformas, interiores, operações e núcleo e envoltória.</p>
<p>Isso é relevante porque permite que galpões sejam lidos não apenas pela entrega inicial, mas também pela sua capacidade de manter desempenho.</p>
<p>No segmento logístico, essa mudança de régua tende a influenciar alguns pontos centrais.</p>
<p>Primeiro, a percepção de qualidade do ativo. Segundo, a atratividade para ocupantes mais exigentes. Terceiro, a capacidade do empreendimento de dialogar com agendas corporativas de eficiência, risco e sustentabilidade. E, por fim, sua competitividade em um mercado onde os ativos já não se diferenciam apenas por especificações físicas convencionais.</p>
<h3><strong>Quando desempenho também vira argumento de mercado</strong></h3>
<p>Uma das mudanças mais relevantes trazidas pelas certificações em galpões é a transformação do desempenho em atributo de mercado.</p>
<p>Isso significa que eficiência deixa de ser apenas uma condição interna da operação e passa a integrar a forma como o ativo é posicionado.</p>
<p>Em um centro de distribuição, por exemplo, desempenho energético, qualidade da iluminação, racionalidade no uso de recursos e organização mais qualificada do ambiente podem impactar custos, conforto operacional, experiência dos usuários e percepção de robustez do empreendimento.</p>
<p>No contexto do LEED, isso se torna ainda mais importante porque o sistema ajuda a dar estrutura, método e comparabilidade a esses aspectos. O que antes podia aparecer apenas como argumento comercial passa a ser enquadrado por critérios reconhecidos internacionalmente.</p>
<h3><strong>O Brasil já entrou nessa agenda</strong></h3>
<p>O mercado brasileiro de galpões logísticos vem amadurecendo rapidamente, e a certificação começa a acompanhar esse movimento.</p>
<p>O próprio GBC Brasil já destacou casos relevantes nesse segmento, como o primeiro projeto no país certificado LEED O+M Warehouses and Distribution Centers Platinum, evidenciando que a discussão sobre galpões já não está restrita à fase de construção, mas também alcança operação e manutenção.</p>
<p>É nesse contexto que a atuação de consultorias especializadas se torna mais relevante.</p>
<p>A StraubJunqueira já participa dessa agenda no mercado brasileiro, apoiando projetos logísticos e industriais que buscam elevar sua performance por meio de certificações sustentáveis.</p>
<p>Esse repertório aparece, por exemplo, em cases como o galpão industrial de Campinas, certificado LEED BD+C Warehouse, em que estratégias ligadas a água, energia, resíduos, ventilação e iluminação natural foram tratadas de forma integrada ao desempenho do ativo.</p>
<p>Esse tipo de experiência ajuda a mostrar que a certificação, nesse segmento, não é acessória. Ela participa da forma como o ativo é qualificado e reposicionado.</p>
<h3><strong>O que isso representa para investidores, desenvolvedores e ocupantes</strong></h3>
<p>Para desenvolvedores, a certificação ajuda a elevar o padrão do produto e a reposicionar o ativo em uma régua mais alta de mercado.</p>
<p>Para investidores, cria uma camada adicional de leitura sobre qualidade, resiliência e aderência do empreendimento a exigências mais atuais.</p>
<p>Para ocupantes, sinaliza uma estrutura de operação mais qualificada, com impactos potenciais sobre eficiência, conforto e consistência do ambiente.</p>
<p>Em todos os casos, a lógica é a mesma. A certificação LEED para galpões logísticos amplia a capacidade do mercado de distinguir ativos mais preparados de ativos apenas convencionais.</p>
<p>É justamente aí que a atuação técnica faz diferença. Quando consultorias como a StraubJunqueira entram nesse processo, a certificação deixa de ser apenas um objetivo formal e passa a funcionar como ferramenta de estruturação do ativo, com impacto em projeto, operação e posicionamento.</p>
<h3><strong>O deslocamento que vale observar</strong></h3>
<p>Talvez o ponto mais importante seja este. A certificação não está tornando galpões logísticos “mais bonitos” nem apenas mais alinhados a uma narrativa ambiental. Ela está ajudando a mudar a forma como esses ativos são pensados, projetados, operados e percebidos.</p>
<p>Esse deslocamento é relevante porque o setor logístico deixou de operar em uma lógica puramente funcional. Hoje, eficiência, desempenho e capacidade de resposta ao futuro já fazem parte da leitura de valor do ativo.</p>
<p>Quando a certificação entra nessa conversa, o padrão do setor sobe.</p>
<p>À medida que o mercado logístico evolui, a certificação LEED ajuda a mostrar que desempenho e sustentabilidade já fazem parte da nova régua desses ativos.</p>
<p>No ambiente construído, galpões de alto desempenho não são mais definidos apenas por escala e operação. São definidos também pela qualidade com que respondem às exigências do presente e do futuro.</p>
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<p><em>Por <a href="https://straubjunqueira.com.br/">StraubJunqueira</a>, empresa membro do GBC Brasil</em></p>
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		<title>Do LEED BD+C ao Triple LEED Zero: quando desempenho deixa de ser meta e vira rotina</title>
		<link>https://www.gbcbrasil.org.br/do-leed-bdc-ao-triple-leed-zero-quando-desempenho-deixa-de-ser-meta-e-vira-rotina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[GBC Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 09:50:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[Projetos de alta performance costumam ser apresentados a partir de seus resultados. Certificações, indicadores, números. O problema é que essa leitura esconde o que realmente diferencia esses ativos: a capacidade de manter desempenho ao longo do tempo. O Vista Faria Lima não é um caso de conquista pontual. É um caso de evolução. Um edifício [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Projetos de alta performance costumam ser apresentados a partir de seus resultados. Certificações, indicadores, números. O problema é que essa leitura esconde o que realmente diferencia esses ativos: a capacidade de manter desempenho ao longo do tempo.</p>
<p>O Vista Faria Lima não é um caso de conquista pontual. É um caso de evolução. Um edifício que nasce com uma ambição clara de desempenho, atinge um primeiro nível de certificação e, a partir da operação, se reposiciona para um novo patamar. O LEED Gold em projeto e construção não foi o fim do processo. Foi o começo.</p>
<p>Como explica Paulo Mielen, responsável pela gestão do ativo, o edifício “já nasceu com a perspectiva de buscar a certificação LEED Gold”, alcançada em 2016, e, a partir da ocupação e operação, avançou para o LEED O+M Platinum em 2021, até chegar às certificações LEED Zero em energia, água e carbono em 2023.</p>
<p>Essa trajetória revela algo importante. O desempenho não foi entregue pelo projeto. Ele foi construído ao longo do tempo.</p>
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<h3>O projeto define o potencial. A operação define o resultado</h3>
<p>O Vista Faria Lima parte de uma base técnica robusta. Um edifício corporativo de alto padrão, localizado em um dos mercados mais exigentes do país, com uma especificação pensada para eficiência e conforto. Mas o que diferencia o caso não está apenas no projeto, e sim na forma como ele é operado.</p>
<p>A lógica do LEED BD+C garante que o edifício nasce com um bom nível de desempenho. O LEED O+M, por outro lado, exige consistência. Ele mede o que acontece depois da entrega, quando o edifício começa a operar de fato. Essa transição é onde muitos ativos perdem qualidade.</p>
<p>No Vista, o movimento foi o oposto. A operação não apenas manteve o desempenho, como elevou o padrão. Isso cria as condições para o próximo passo, que é o mais exigente: neutralidade.</p>
<p>O LEED Zero não mede intenção. Mede resultado. Energia, água e carbono precisam ser efetivamente compensados ou neutralizados. E isso desloca o desafio para um campo mais complexo, onde projeto, operação e estratégia precisam funcionar juntos.</p>
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<h3>Neutralidade não é tecnologia. É sistema</h3>
<p>A conquista do Triple LEED Zero costuma ser associada a soluções tecnológicas. No caso do Vista, a leitura é mais ampla.</p>
<p>No sistema hídrico, por exemplo, o edifício praticamente fecha seu próprio ciclo. A combinação de captação de águas cinzas e pluviais, tratamento local e redistribuição para usos não potáveis reduz de forma significativa a dependência da rede pública. Não é apenas eficiência. É autonomia operacional.</p>
<p>Na energia, a neutralização ocorre por meio da aquisição de certificados de energia renovável. Já no carbono, pela compensação das emissões operacionais. São estratégias conhecidas, mas que só funcionam quando integradas a uma base de consumo controlada. Neutralizar um consumo ineficiente não resolve o problema. Apenas o desloca.</p>
<p>Por isso, o ponto central não está nas ferramentas, mas na consistência do sistema. O edifício não depende de uma solução isolada, mas de um conjunto de decisões que se reforçam ao longo da operação.</p>
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<h3>Desempenho contínuo exige leitura contínua</h3>
<p>Se há um elemento que sustenta essa evolução, ele não está no projeto nem nas certificações. Está na capacidade de monitorar e ajustar o edifício em tempo real.</p>
<p>O Vista Faria Lima opera com uma base de dados contínua, com mais de uma centena de pontos monitorados entre energia e água. Esses dados não são apenas coletados. São analisados por uma equipe técnica que identifica padrões, desvios e oportunidades de melhoria, transformando leitura em ação.</p>
<p>Essa dinâmica muda completamente a operação. O edifício deixa de reagir a problemas e passa a antecipá-los. A manutenção se torna preditiva, os ajustes passam a ser baseados em evidência e a tomada de decisão ganha previsibilidade.</p>
<p>Os resultados aparecem nos indicadores. Um desempenho energético superior à média de mercado, alta taxa de reuso de água e níveis de reciclagem acima do padrão observado em ativos similares. Mas, mais do que os números, o que importa é a consistência ao longo do tempo.</p>
<p>Como destaca Natália, ao falar sobre a operação, “a eficiência de verdade não termina na obra, ela começa na operação”.</p>
<p>Essa mudança de lógica é o que sustenta o modelo.</p>
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<h3>O impacto que não aparece na certificação</h3>
<p>Certificações capturam parte do desempenho. Mas não capturam tudo.</p>
<p>No caso do Vista, os efeitos mais relevantes aparecem na operação e no valor do ativo. Redução de custos operacionais, maior previsibilidade financeira, menor incidência de falhas e aumento da vida útil dos sistemas são consequências diretas de uma gestão baseada em dados.</p>
<p>Há também um impacto menos tangível, mas igualmente relevante: a cultura do edifício. A integração entre tecnologia, equipe técnica e gestão condominial cria um ambiente de melhoria contínua. O desempenho deixa de ser um objetivo pontual e passa a ser parte da rotina.</p>
<p>Esse tipo de ativo responde melhor às mudanças de mercado. Atrai usuários mais exigentes, reduz vacância e se posiciona de forma mais competitiva. Não apenas por ser certificado, mas por operar melhor.</p>
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<h3>O que esse caso mostra</h3>
<p>O Vista Faria Lima não é apenas um exemplo de alto desempenho. É um exemplo de processo.</p>
<p>Mostra que certificação não é ponto de chegada. Mostra que operação não é etapa secundária. E, principalmente, mostra que neutralidade não se constrói com soluções isoladas, mas com consistência ao longo do tempo.</p>
<p>O setor ainda trata sustentabilidade como meta. O que esse projeto indica é que ela funciona melhor quando tratada como rotina.</p>
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<em>Artigo criado com base na palestra “Do LEED BD+C ao Triple LEED Zero: Uma Jornada de Excelência no Vista Faria Lima”, apresentada por Nathalia Rodrigues (CTE) e Paulo Millen (GTIS Partners)</em></p>
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