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Observação do Mercado Global: Brasil – equipes de Projeto no Brasil reduzem a Zero o uso de água

Publicado em 28 . 08 . 2015

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“Estamos ficando sem água – O sinal está afixado na porta de vidro do chuveiro e no espelho acima da pia no meu quarto de hotel. A cidade de São Paulo e sudeste do Brasil estão enfrentando a pior seca em décadas, e as mensagens devem mostrar a realidade. ” Nicolette Mueller Director, Global Market Development – Latin American Region no U.S. Green Building Council.
 
Os noticiários estão repletos de artigos sobre perfuração ilegal de poços em São Paulo, protestos nas ruas, e preocupações sobre a capacidade do Brasil para sediar os milhares de visitantes que virão para os Jogos Olímpicos no próximo verão no Rio. Mas durante a conferência anual da Greenbuilding Brasil  o foco foi sobre as ações dos profissionais de edificações no sentido  de mitigar a pressão sobre os recursos naturais do Brasil.
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Atualmente o Brasil encontra-se na quarta posição entre os “top 10” países do LEED fora os EUA e é o melhor em projetos de desempenho de água em edificações. Mais de 82% de todos os projetos de edifícios LEED Building Design e New Construction 2009 no Brasil (incluindo new contruction, core and shell e schools) estão conquistando o número máximo de pontos disponíveis no âmbito do crédito de redução do uso da água. Estes 121 projetos estão implementando estratégias importantes de redução da utilização de água, tais como equipamentos de baixo fluxo para lavatórios e torneiras, e muitos também estão conseguindo crédito para o desempenho exemplar. O alcance de quatro pontos na categoria que se refere ao uso de água em edifícios no LEED 2009 garante maior economia do que 40% de redução de água em comparação ao baseline. No sudeste do Brasil, 40% de economia de água representa um impacto significativo em uma região que luta contra uma seca desastrosa. (Ver os Créditos de Prioridades Regionais para a América do Sul, incluindo dois créditos de água para o Brasil).
 
Estádios de futebol da Copa do Mundo
Os edifícios LEED mais conhecidos no Brasil são os estádios da Copa do Mundo. Anderson Benite e a equipe do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações) trabalharam arduamente para que estes estádios sejam vencedores em eficiência hídrica. (Leia sobre o CTE e Anderson Benite)
O estádio de futebol Governador Magalhães Pinto recebeu a certificação LEED Platinum em junho de 2014 e buscava todas as oportunidades para redução do uso de água potável. (Confira o scorecard do projeto) Durante a construção, a água foi tratada e reutilizada no local para lavar argila das rodas de caminhão, reduzindo o consumo de água potável, prevenindo a poluição das enchentes e economizando R$500.000 (cerca de $145.000). Características de paisagismo e irrigação de espécies de plantas nativas e adaptáveis, e instalações de alta eficiência e o uso da água da chuva no local foram capazes de reduzir o uso total de água potável em 76% comparado ao baseline calculado.
 
Implementação de sistema de águas cinza
 
De fato os projetos no Brasil estão demonstrando economia e inovação, tanto na conservação como na implementação de sistemas de águas cinza.
Utilizando como exemplo o VA Casa na Praia: projeto LEED Platinum 2015 em Itajaí que utiliza recursos eficientes na categoria do uso da água como vasos com descargas dual flush, torneiras de baixo fluxo e chuveiros eficientes. Através do aproveitamento de águas pluviais e um sistema de água cinza eficiente, o projeto foi concebido para reduzir o consumo total de água potável em 82 % em relação ao baseline calculado.
 
Apontando para o futuro
 
Não haveria uma Greenbuilding Conferência Internacional e Expo sem um olhar para o futuro do LEED no Brasil. Este ano a Petinelli apresentou planos para o primeiro edifício a utilizar água net-zero no Brasil. O Eurobusiness está buscando a certificação LEED Platinum, uso de água net-zero e tudo sem custo adicional. Além de utilizar instalações de baixo fluxo de água nos banheiros, possui um wetland vertical e horizontal construído no telhado. O sistema inovador filtra águas residuais para tratamento primário através de um compostor de vermes, em seguida através de sistemas verticais e horizontais.
O terreno do edifício possui um poço, que fornece toda a água potável que o projeto necessita para ficar completamente independente da rede. E graças a políticas inovadoras da cidade de Curitiba, sistemas de gestão de águas pluviais e tratamento de água cinza estavam contemplados nos cálculos orçamentais iniciais para o projeto.
 
“Quando verificamos pela primeira vez os números referentes aos custos para obter a Certificação LEED Platinum e água net- zero, era inacreditável. Então refizemos uma série de vezes, checando todos os nossos cálculos, até comprovarmos que o projeto poderia realmente ser feito”, disse Guido Petinelli. “Dependendo do tipo de construção e do edifício, é possível alcançar uma redução de água potável, sem custo adicional, de 70 a 80 por cento no Brasil.”
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São Paulo pode estar lutando nos dias de hoje pela conservação de água, mas a experiência de profissionais LEED e o compromisso dos proprietários dos edifícios aponta o caminho para um futuro mais verde para o Brasil.
 
 
Veja o LEED In Motion Brasil  

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